terça-feira, 15 de agosto de 2017

Amamentar: Até quando e por quê?







O CASA se vestiu de dourado neste mês de agosto e a amamentação é o nosso foco. Mas, afinal, por quanto tempo e por que é tão importante amamentar? 
De acordo com a Organização Mundial da Saúde, o aleitamento materno deve ser exclusivo durante os primeiros seis meses de vida do bebê. O termo “exclusivo” indica que a criança deve receber apenas leite materno e nenhum complemento, como água, chás, sucos, leites artificiais ou outros alimentos, deve ser ofertado. Isso porque o leite materno possui água e todos os nutrientes necessários, possibilitando, assim, crescimento e desenvolvimento saudáveis. Após os seis meses de idade, as necessidades nutricionais do bebê aumentam e outros alimentos devem ser introduzidos, mas a amamentação deve continuar até os dois anos de idade ou mais.
Essas recomendações são baseadas em evidências científicas que comprovam a importância do leite materno. Alguns dos seus benefícios são:
·          Evita a morte de crianças por diarreia e infecções respiratórias;
·         Reduz o risco de alergias e doenças crônicas como diabetes, hipertensão e obesidade;
·         Favorece uma nutrição adequada do bebê;
·         Contribui para o desenvolvimento cognitivo e da cavidade bucal do bebê;
·         Protege a mãe contra o câncer de mama;
·         Fortalece o vínculo afetivo entre a mãe e o bebê;
·         Diminui os custos financeiros com a criança.
Todos esses fatores proporcionam melhor qualidade de vida para as famílias e consequentemente para as populações que aderem às recomendações. Os benefícios são muitos, então compartilhe essas informações e as coloque em prática! Todos em prol da amamentação!


quarta-feira, 9 de agosto de 2017

Agosto dourado: Agosto de amor!



Na tentativa de intensificar as ações de proteção, incentivo e apoio ao aleitamento materno, o mês de agosto tornou-se símbolo desta tão genuína nutrição por amor. Agosto é chamado de mês dourado, afirmando que a amamentação vale ouro! E não podia ser diferente, visto os inúmeros benefícios fisiológicos, psicológicos, econômicos e sócio-culturais proporcionados pelo leite materno ao binômio mãe-bebê. Amamentar é proteger, fortalecer vínculos, dividir afetos, nutrir com excelência, favorecer crescimento e desenvolvimento saudáveis. E não para por aí! Diante disso, o CASA também é dourado esse mês e seguirá abordando a amamentação! Não deixe de conferir!

domingo, 30 de outubro de 2016

Você sabe o que é bisfenol A?



Segundo a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), bisfenol A (BPA) ou 2,2-bis (4-hidroxifenil) propano é uma substância utilizada na produção de policarbonato e em vernizes epóxi. Este policarbonato é um polímero com alta transparência e resistências térmica e mecânica e, devido a estas características, é usado na fabricação de mamadeiras e copos infantis, em garrafas de água mineral, embalagens, utensílios, em vernizes de revestimentos de embalagens metálicas de alimentos.
A polêmica surgiu devido a alguns estudos em 2010 da OMS que realizou uma reunião com especialistas de vários países para discutir o assunto e a conclusão do relatório destacaram alguns pontos: 
  • · Em estudos de toxicidade sobre desenvolvimento e sobre reprodução, nos quais são avaliados os desfechos convencionais, somente apresentam problemas em doses elevadas;

  • ·  Poucos estudos mostraram associação de desfechos emergentes (desenvolvimento neurológico específico ao sexo, ansiedade, mudanças pré-neoplásicas nas glândulas mamárias e próstata de ratos) com doses mais baixas de BPA.

Segundo os especialistas, a incerteza em relação à validade e relevância das informações referentes a baixas doses de BPA seria prematuro afirmar que estas avaliações são suficientes para fornecer uma estimativa realista do risco à saúde humana. Mas há uma necessidade de estudos com o intuito de reduzir as incertezas.
Como precaução, determinado pela ANVISA no dia 1º de janeiro de 2012, por meio da Resolução RDC n. 41/2011, foi proibido a venda de mamadeiras ou outros utensílios para lactentes que contenham a substância BPA. Esta decisão foi baseada em estudos que apontam possíveis riscos decorrentes da exposição ao BPA que indicam que pode ser cancerígena, causar problemas hormonais e cardíacos, além do sistema em crianças de zero a 12 meses ser considerado imaturo para eliminação da substância, atende ao princípio da precaução.

Saiba como evitar a exposição (SBEM):
  •     Use mamadeiras e utensílios de vidro ou BPA free para os bebês.
  • O bisfenol A é liberado em maiores quantidades quando o plástico é aquecido ou resfriado, portanto não esquente ou refrigere no micro-ondas alimentos e bebidas em embalagens de plástico.
  • Evite o consumo de alimentos e bebidas enlatadas devido a resina epóxi do revestimento interno das latas que contém BPA.
  • Prefira vidro, porcelana e aço inoxidável na hora de armazenar bebidas e alimentos (copos, utensílios, pratos).
  • Descarte utensílios de plástico lascados ou arranhados. Evite lavá-los com detergentes fortes ou colocá-los na máquina de lavar louças.
  • Fique atento aos símbolos de reciclagem das embalagens plásticas. Evite aquelas que tenham os números 3 e 7, estes números indicam que pode conter o BPA na sua composição.


Ciclo de Palestras - Semana Universitária 2016

      No dia 26 de outubro de 2016 foi realizado o Ciclo de Palestras na Faculdade de Saúde. Os temas tratados foram 'Nutrição e doenças cardiovasculares' com o nutricionista Luciano Trindade, 'Aspectos nutricionais de pacientes psiquiátricos' com a nutricionista Helicinia Peixoto e  'A visão funcional das doenças, da infância a fase adulta' com a nutricionista Daiane Sousa, respectivamente na foto a seguir.


     O CASA agradece a presença dos nutricionistas palestrantes pela manhã de compartilhamento e discussão de conhecimentos. Temos certeza que o trabalho de cada um inspirou a todos.

quinta-feira, 20 de outubro de 2016

Dia Mundial da Alimentação 2016 - O clima está mudando. A alimentação e a agricultura também!




      O Dia Mundial da Alimentação é celebrado no dia 16 de outubro com objetivo de refletir sobre a fome e a alimentação mundial. Surgiu em 1979 e foi escolhida como memória da criação da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO) em 1945.
      O cenário atual das mudanças climáticas dificulta, cada vez mais, a alimentação, e simultaneamente com o crescimento da população mundial, os desafios tendem a se multiplicar. Segundo a FAO, a produção mundial de alimentos terá que aumentar em 60% para atender a demanda estimada em mais de 9 bilhões de pessoas em 2050. Outro fator importante a considerar é a agricultura familiar, responsável pela produção da maior parte dos alimentos consumidos, os mais afetados pela elevação da temperatura. De acordo com essa  problemática acima, em 2016, a FAO definiu como tema "O clima está mudando. A alimentação e a agricultura também".
       A cada ano uma temática é escolhida e são realizadas diversas atividades ao redor do mundo. Em 2016, a atividade proposta foi estimular a criatividade de crianças e adolescentes por meio de concurso de desenhos e vídeos e compartilha-las com outras pessoas.
      Neste dia, é possível refletir sobre a necessidade de uma produção alimentar sustentável, parcerias, problemática da fome, pobreza e desnutrição, cooperação econômica e técnica entre países em desenvolvimento, e outros. Pequenas ações poderão fazer nosso mundo melhor, sem desperdício, com qualidade de vida e consciência ambiental.

terça-feira, 18 de outubro de 2016

Semana Universitária 2016

Vocês votaram e agora é hora de aproveitar! Na Semana Universitária, dia 26 de outubro no auditório 1 da Faculdade de Saúde – UnB, o CASA irá oferecer um ciclo de palestras durante toda manhã para você se atualizar em alguns temas da nutrição. Abaixo está a programação:

·         08h30min: A visão funcional das doenças, da infância a fase adulta, com a nutricionista Daiane Sousa.
·         09h30min: Nutrição e doenças cardiovasculares com o nutricionista Luciano Trindade, da GENES.
·         10h45min: Aspectos nutricionais de pacientes psiquiátricos, com a nutricionista Helicinia Peixoto.

Para se inscrever nas atividades da Semana Universitária basta clicar no link a seguir: https://www.sistemas.unb.br/siex/publico/oferta_extensao_listagem.xhtml. 

  1. Faça o login no sistema,
  2. Pesquise no espaço "título da ação" : CASA 
  3. Aperte em "clique aqui"
  4. Confirme a inscrição 
E pronto!

sexta-feira, 9 de setembro de 2016

Nutrição: comer bem para viver melhor

         No dia 31 de agosto é comemorado o dia do Nutricionista, profissional de saúde cujo objeto de trabalho é o alimento, auxiliando a promover, proteger a saúde e prevenir doenças. Em 1939, surgiu o primeiro curso de nutrição na Universidade de São Paulo (USP), porém nos anos de 1967 e 1991 foi reconhecido como profissão com a Lei nº 5.276 e regulamentada pela Lei nº 8.234, respectivamente. Para atuar, é necessário um diploma de graduação e estar inscrito no Conselho Regional de Nutricionistas (CRN).


         Devido ao histórico, é uma profissão recente e deve-se dar a devida importância pois, segundo a Lei nº 8.234, possui como atribuição "o  planejamento, organização, direção, supervisão e avaliação de serviços de alimentação e nutrição, dos estudos dietéticos e em cursos de graduação; além de assistência dietoterápica e educação nutricional, auditoria, consultoria e assessoria em nutrição e dietética. As principais áreas são alimentação coletiva, nutrição clínica, saúde coletiva, indústria de alimentos, em esportes e marketing.
            Apesar de estar separada em áreas, a nutrição é única, reúne desde os alimentos, nutrientes, metabolismo, propriedades físico-químicas, promoção de hábitos alimentares saudáveis, desperdício, prevenção de doenças a informações errôneas passadas pela mídia.

            Lembre-se: você é o que você come, digere, absorve e elimina. Nutrição não é moda, é hábito!

quarta-feira, 10 de agosto de 2016

Alimentação nas festas juninas e julinas





No meses de junho e julho acontecem, no Brasil, as festas  juninas e julinas. As festas juninas são, em sua essência, multiculturais, porém foram originadas para  homenagear santos populares em Portugal: a Festa de Santo Antônio, a Festa de São João e a Festa de São Pedro e São Paulo. Sendo assim, essa manifestação cultural acaba sendo uma programação para toda a família.


Fogueira, músicas alegres,  trajes típicos, bandeirinhas e decorações são algumas das características marcantes dos festejos juninos e julinos. Mas o que, com certeza, nos chama a atenção nesse período são as comidas típicas, não é verdade?




       Nas Festas Juninas, podemos ter uma variedade enorme de comidas tentadoras. Por isso mesmo, alguns cuidados com a alimentação nestes eventos podem ajudar a evitar problemas de saúde.
Nesse contexto, é importante saber que nesta época do ano é muito comum existirem casos de infecções intestinais ou intoxicações provocadas por alimentos estragados. Então, deve-se tomar muito cuidado com a procedência desses alimentos. É preciso observar as condições de higiene e limpeza dos locais onde as refeições foram preparados e onde estão sendo distribuídas, uma vez que os ingredientes típicos dessa época do ano são, em geral, perecíveis. A pamonha e a canjica, por exemplo, devem ser consumidas no mesmo dia do preparo.
Outros produtos que merecem a nossa atenção são os churrasquinhos industrializados, queijo coalho e cachorro-quente, uma vez que são produtos conhecidos pelo risco de intoxicação alimentar. Além disso, caso for consumir condimentos como maionese e ketchup, prefira em sachês individuaisHábitos saudáveis são sempre necessários e, não seria diferente nas festas juninas. É preciso atentar-se a uma alimentação saudável, fazendo as melhores escolhas onde quer que esteja.
Os alimentos juninos geralmente são muito calóricos e dependendo da quantidade ingerida, pode fazer com que você ganhe peso. Ademais, podem fazer com que aumente a quantidade de gordura e açúcar no sangue. Afinal, pé de moleque, cuscuz, arroz doce e outros quitutes são ricos em carboidratos simples, que estão correlacionados não só com o aumento de peso, mas com agravos de saúde, como diabetes mellitus tipo 2.
Quer dizer que não podemos saborear as delícias das festas juninas? Claro que não, mas tenha em mente: o equilíbrio é a melhor resposta para uma vida saudável. Caso tenha exagerado durante a festa, faça um controle maior nas refeições seguintes. Além disso é aconselhável a nunca ir nessas festas de estômago vazio, faça um lanche leve antes de sair de casa, assim vai comer menos e mais devagar também
            Ainda no contexto de escolhas saudáveis, é preciso saber que alguns alimentos juninos também são repletos de nutrientes. O amendoim, por exemplo, é um alimento nutritivo, pois contém vitamina E, que também é um composto antioxidante e sua gordura é muito importante para nós. É através dessa gordura que as vitaminas A, D, E, K são absorvidas. O amendoim é também rico em proteínas e em gorduras monoinsaturadas, que ajudam a reduzir colesterol LDL.



Além disso, podemos citar o vinho, que em pequenas quantidades pode auxiliar no combate ao estresse oxidativo, uma vez que possui flavonoides em sua composição. Pode também ajudar na regulação do colesterol HDL, o chamado bom colesterol, devido a uma substância conhecida como resveratrol.
Existe também um quitute bastante conhecido nos festejos juninos e julinos: o milho. Possui pró-vitamina A, C, folato, potássio, ferro e fibras.
Logo, aproveite os benefícios dos alimentos típicos das festas juninas e acentue nossa cultura, mas não deixe sua saúde de lado, pois essas festas ocorrem uma vez por ano, sua saúde te acompanha todos os dias. Aproveitem e boas festas!