quarta-feira, 17 de junho de 2015

Retirar ou não o Glúten e a Lactose? Eis a questão

A adoção de dietas sem glúten e sem lactose tem sido algo muito comum atualmente. Vemos que a cada dia novos produtos isentos de glúten e lactose surgem no mercado, abarrotando as prateleiras dos supermercados de itens com esta característica. Mas afinal, o que é glúten? E o que é lactose? Será que você realmente precisa de uma alimentação com esses produtos?
O glúten é uma proteína encontrada naturalmente em alguns cereais, como trigo, cevada, centeio e aveia, e consequentemente, em seus subprodutos. Existem algumas pessoas que não podem ingerir glúten em função de diversas condições. A doença celíaca é uma doença autoimune, e pode ser definida como uma intolerância permanente ao glúten e acomete de 1 a 2% da população. Outras pessoas possuem uma hipersensibilidade a esta proteína, podendo ser alergia ou intolerância, provocando danos à parede do intestino devido ao ataque das células de defesa do corpo. Com isso, a digestão normal é prejudicada e aparecem sintomas como diarreias, vômitos, perda de peso, anemia, fraqueza de unhas e cabelo, dentre outros. A dieta isenta de glúten exclui grande parte de alimentos ricos em carboidratos (como pães, massas, bolos, biscoitos, etc.), e por estes alimentos terem um alto valor energético, esta dieta pode levar ao emagrecimento. Mas este resultado não se dá devido à retirada do glúten em si, e sim pelo fato de ingerir menos calorias. É claro que se o indivíduo substituir essas preparações por outras isentas de glúten já disponíveis no mercado, pode não ingerir menos calorias e, consequentemente, não reduzir o peso corporal.
Já a lactose é um carboidrato presente em leites e derivados, que é digerida no nosso corpo por uma enzima chamada lactase. A intolerância à lactose é uma incapacidade do organismo em digerir este carboidrato, devido à deficiência (total ou parcial) da enzima lactase. Os principais sintomas de intolerância a lactose são diarreias, náuseas, vômitos, inchaço e dores abdominais. Não confunda intolerância à lactose e alergia ao leite, são doenças diferentes. A alergia ao leite acontece em uma parcela bem menor da população e está relacionada às proteínas presentes no leite e derivados.
Se você possui algum sintoma que possa indicar que você se enquadra em alguma destas duas situações, procure um profissional de saúde para que você faça exames que confirmem essa suspeita. Se a suspeita for confirmada, não perca tempo! Procure um nutricionista para orientar um plano alimentar adequado para a sua condição! Mas se você não tem problema algum com o glúten ou com a lactose, não há motivos para adotar dietas com essa restrição de alimentos.
Até agora não existem estudos conclusivos sobre algum dano que estes nutrientes possam causar às pessoas que não são celíacas nem intolerantes à lactose. Portanto, devemos ter cuidado com os ‘modismos nutricionais’, para não condenarmos o glúten e a lactose injustamente, como aconteceu com o ovo há algum tempo atrás. Preservamos então que uma alimentação saudável deve seguir as tradicionais leis que levam em consideração à quantidade, qualidade, harmonia e adequação dos alimentos da dieta de cada pessoa. 

domingo, 31 de maio de 2015

Informações sobre nutrição: elas são confiáveis?

Diariamente, nos deparamos com diversas informações sobre alimentação e nutrição na internet, na televisão, em revistas... Lemos matérias sobre alimentos que possuem propriedades fantásticas e seria a solução para todos os problemas - os "superalimentos". Encontramos dietas de emagrecimento que prometem milagres. Vemos famosos dando dicas de alimentação em seu perfil de alguma rede social. Mas é possível confiar nessas informações?
Será que todas essas informações são confiáveis?
De acordo com o novo Guia Alimentar para a População Brasileira (2014), "há muitas informações sobre alimentação e saúde, mas poucas são de fontes confiáveis". Isso acontece porque a maioria das informações lançadas na mídia servem, na verdade, para promover a venda de certos alimentos, suplementos ou, até mesmo, de um estilo de vida, em vez de promover uma alimentação saudável. Logo, há a disseminação de informações que nem sempre visam prioritariamente a qualidade de vida da população.

Como saber, então, se a informação é confiável? Fique atento a estas dicas:

1) O Guia Alimentar é o principal documento no nosso país atualmente para nortear a população acerca de uma alimentação adequada, por isso é recomendada a leitura desse Guia. Não conhece? Então veja aqui o post anterior do nosso blog do CASA!

2) Quem está divulgando a informação é um profissional de saúde? Se não, suspeite. Procure informações diretamente com profissionais de saúde, principalmente nutricionistas, que são capacitados para oferecer informações seguras e cuidar da sua saúde através da alimentação e nutrição.

3) Confira se próximo à divulgação das informações de nutrição tem anúncios de outros produtos ou as logos de marcas de alimentos. Isso pode indicar que o autor das informações tem conflitos de interesse com a indústria, ou seja, divulga o que a sua empresa vende (e ainda ganha um dinheirinho com isso, em alguns casos...), e não necessariamente o que é melhor para você.

4) Lembre-se: uma orientação nutricional tem que ser personalizada. Não existem soluções mágicas e nem dietas que atendem a todos da mesma forma. Não é um único alimento que emagrece ou reduz o colesterol ou melhora a sua pele... O que importa é o equilíbrio da sua alimentação como um todo e a melhor combinação de alimentos, na quantidade adequada, da forma ideal para seu corpo, o que só um nutricionista habilitado pode determinar. 

quarta-feira, 20 de maio de 2015

Novo Guia Alimentar para a População Brasileira

Em novembro de 2014, o Ministério da Saúde lançou o novo Guia Alimentar para a População Brasileira, uma importante ferramenta para ajudar a população a fazer escolhas alimentares mais saudáveis. 
O novo Guia vem em substituição do Guia anterior, publicado no ano de 2006. Toda a sua produção apresenta base científica, mas foi construído em linguagem fácil e acessível, já que o seu foco  é a população em geral, de forma a estimular o desenvolvimento da autonomia alimentar.
1ª EDIÇÃO (2006)
2ª EDIÇÃO (2014)

 Com isso, o novo Guia traz uma série de recomendações, não só alimentares mas de hábitos de vida também, para a construção de um padrão alimentar saudável, promovendo saúde e bem-estar. Ele também apresenta explicações básicas sobre os grupos alimentares e como combiná-los para alcançar um equilíbrio nutricional, além de apresentar imagens que exemplificam as três refeições principais típicas do brasileiro (café da manhã, almoço e jantar), sempre valorizando a qualidade dos produtos ali inseridos.

Recomenda-se sua leitura para todos que buscam uma alimentação adequada e, consequentemente, maior qualidade de vida!

Seguem links imperdíveis:
  • Para baixar  o novo Guia, que está disponível gratuitamente para download, clique aqui!

  • Para ver um vídeo desenvolvido pela Agência Senado sobre os Dez Passos para Alimentação Saudável, sintetizando as recomendações presentes no novo Guia, clique aqui!
Você sabia que o novo Guia brasileiro teve uma vasta repercussão internacional, sendo considerado um dos melhores guias do mundo?! Confira a notícia de dois importantes jornais norte-americanos nos links a seguir (em inglês):


segunda-feira, 4 de maio de 2015

Lanches Saudáveis (PARTE II)

Continuamos na discussão das melhores opções de lanches saudáveis.

Iogurtes
O iogurte pode ser uma excelente opção para a hora do lanche, pois se trata de um alimento prático, versátil e geralmente muito saboroso. O iogurte pode ser muito saudável por conter valores significativos de nutrientes como: proteínas e cálcio, importantes para manter a saúde dos ossos e do corpo com um todo. Um ponto negativo pode ser a quantidade de açúcar e gordura (sim, gordura!!) facilmente camuflados neste produto e, comumente utilizados para melhorar a textura e sabor do mesmo. Não há como generalizar, por isso a melhor forma de avaliar a qualidade do iogurte é observando sua lista de ingredientes e sua tabela nutricional. Aqueles iogurtes que vêm acompanhados de caldas de “frutas” geralmente são os que possuem maior quantidade de açúcar. Fique de olho!
Uma boa alternativa são os iogurtes naturais que, em geral, são reduzidos em açúcar ou sem adição  e os desnatados, que não apresentam gordura. Para complementar seu lanche aproveite para incluir nele alimentos como castanhas, frutas secas, aveia, ou qualquer fruta de sua preferência. Assim você adoçará seu iogurte sem adição de açúcar de mesa.

Barras de Cereais
Outro alimento comumente consumido no horário do lanche são as barras de cereais. Apesar da proposta de uma maior ingestão de fibras, um aspecto para qual o consumidor deve se atentar é a quantidade de açúcar que este produto pode conter. Esse açúcar pode estar até mesmo camuflado na lista de ingredientes utilizando-se de outros nomes como: xarope de glicose, açúcar invertido, entre outros. Se você pensa em substituir esse produto do seu lanche, a granola (desde que sem açúcar) pode ser uma boa alternativa. Ou procure barras sem adição de açúcar!

Biscoitos
Quanto ao biscoito, esse costuma ser o vilão na hora do lanche. Afinal de contas, a quantidade de sódio presente costuma ser muito alta, tanto em biscoitos salgados como doces. Ás vezes o produto que possui em seu rótulo a alegação de biscoito integral pode ser falsa. Para saber se é verdadeira, procure no rótulo se a farinha integral é o primeiro ingrediente da lista e se há adição de grãos e cereais integrais nesse produto. Evite o consumo de biscoitos recheados, pois esses produtos são famosos por suas quantidades elevadas de açúcar e de gordura. Já existem no mercado biscoitos com reduzido teor de sódio e ricos em fibras.

Em resumo: devemos nos atentar para a qualidade dos alimentos que consumimos. Não se deixe enganar por uma simples alegação de produto saudável e busque saber do que é composto o alimento que você está ingerindo. Calma, não há só opções ruins de alimentos industrializados. Portanto, conforme o consumidor adquire o hábito de ler os rótulos dos alimentos, passa a conhecê-lo e a ter o poder de fazer escolhas mais saudáveis.

Se você não leu a primeira parte do texto onde falamos sobre a diferença entre alimentos fritos e assados, sobre como ler rótulos de alimentos industrializados e sobre as frutas em suas diversas formas, leia o post anterior e confira!

A seguir, temos uma receitinha saborosa que pode refrescar o seu dia e aumentar seu consumo de frutas, castanhas, fibras, cálcio e uma série de substâncias benéficas ao organismo:
              

  Smoothie de frutas
Ingredientes
1 pote pequeno de iogurte natural
8 morangos congelados
1 banana congelada
4 cubos de gelo
Modo de Preparo:
Bata todos os ingredientes no liquidificador.  


Para torna-lo mais nutritivo você pode acrescentar castanhas ou uma colher de sopa de aveia, ou até mesmo substituir as frutas utilizadas por outras de sua preferência. Seja criativo e aproveite!


Lanches Saudáveis (Parte I)



Os lanches são refeições  importantes  durante o dia. Um lanche de boa qualidade nutricional pode ajudar a manter um peso saudável, assim como uma boa saúde. No entanto, lanches com elevados teores de açúcar, gordura e sódio podem ser prejudiciais e não devem ser incentivados.
Nem todo mundo sabe escolher bem o seu lanche e, nessa hora, é comum surgirem dúvidas . Por exemplo, o lanche assado é sempre a melhor opção? Um lanche saudável é sempre uma fruta?
Em geral, lanches assados costumam ter menor quantidade de gordura do que os fritos, já que ao fritar um alimento, este absorve uma quantidade importante de óleo. Porém, alguns assados são preparados com grande adição de gorduras como manteigas, gorduras vegetais, entre outros. É o caso dos folhados. A massa folhada leva várias camadas de gordura, que vão deixar o produto crocante depois de assado, mas com muita gordura. Ou seja, alimentos assados podem não ser a melhor opção .

Então, como escolher? No caso dos lanches industrializados, a melhor estratégia é ler o rótulo do alimento, ficando atento às informações nutricionais e à lista de ingredientes. De acordo com a regulamentação da ANVISA (Agencia Nacional de Vigilância Sanitária), a lista de ingredientes deve vir de forma decrescente, ou seja, o que tiver em maior quantidade no produto deve ser o primeiro ingrediente da lista, seguido pelo segundo mais presente e assim por diante. Logo, se um alimento possui como ingredientes principais: açúcar, óleo ou gorduras em geral, fique de olho, esse produto provavelmente não será a melhor opção.
Uma excelente alternativa é preparar seu próprio lanche, pois isso lhe dará a oportunidade de conhecer melhor tudo que o compõe. Opte por criar sanduíches com pães integrais, com a presença de saladas e queijos com menores quantidades de gorduras, como ricota ou queijo minas frescal branco.

Para uma alimentação mais completa, é importante que haja ingestão variada de alimentos ricos em vitaminas e minerais, e nesse aspecto a inclusão de frutas é essencial. O lanche representa uma excelente oportunidade de acrescenta-las à dieta. No caso destas, pode-se optar também por suas versões desidratadas ou “passas” desde que não haja adição de açúcar. Uma das vantagens será a maior durabilidade da fruta desidrata.
Cuide da sua alimentação e atente-se ao que está sendo ingerido, assim você estará melhorando sua qualidade de vida.


Para que continuemos falando sobre esse tema tão abrangente, sugerimos a continuação da leitura do texto Lanches Saudáveis (Parte II) disponível na próxima postagem.
Em ambos os textos separamos receitas que facilitarão suas escolhas e poderão ser excelentes alternativas para um lanche saudável . Confira!

Pão de queijo (reduzido em gordura)
200g de iogurte natural
3 ovos
50g de margarina
500g de queijo meia cura ralado
450g de polvilho doce
Modo de Preparo:
1. Bata no liquidificador os ovos, o iogurte e a margarina;
2. Misture com o queijo e acrescente o polvilho aos poucos;
3. Amasse com as mãos até homogeneizar a massa;
4. Faça bolinhas e leve ao forno (sem untar a assadeira) à 200° C
5. Retire do forno quando corar; 

  
Sanduíche Natural
2 fatias de pão integral
1 fatia de queijo branco
1 colher de iogurte natural
1 pitada de orégano (a gosto)
2 fatias de tomate
1 folha de alface
Manjericão fresco
Modo de Preparo:
1.Triture o queijo e misture com o iogurte; mexa até formar um creme;
2. Adicione orégano; passe no pão; acrescente o tomate, alface e manjericão. 


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quarta-feira, 29 de abril de 2015

Fim da rotulagem de alimentos transgênicos

A comercialização e consumo de alimentos transgênicos têm sido assunto de destaque recorrente. Isso se deve a grande presença desses produtos nas prateleiras dos supermercados, mas também aos riscos ainda desconhecidos para o meio ambiente e a saúde humana.
Os organismos geneticamente modificados (OGM), também conhecidos como transgênicos, são plantas com material genético modificado pela introdução de um ou mais genes (que podem ser de animais, micro-organismos ou outras plantas) para conferir características positivas a essas plantas, de forma a aumentar a produtividade e diminuir o custo de produção.
O cultivo de transgênicos iniciou no Brasil de forma ilegal no fim da década de 1990, com o cultivo de soja contrabandeada da Argentina, onde já era bastante produzida. Atualmente, os produtos transgênicos mais cultivados no país são soja, milho, canola e algodão, chegando a percentuais de 92,4% de toda a produção de soja ser da planta geneticamente modificada.
Sendo assim, em 2003, quando o plantio e comercialização da soja transgênica foram liberados no Brasil, começou a surgir uma discussão a respeito do direito à informação dos consumidores sobre a presença de OGM nos alimentos disponíveis para os mesmos, de forma que o direito de escolha consciente pudesse ser exercido. Com isso, surgem o Decreto 4.680 de 2003 (que determina a presença dessa informação nos rótulos de produtos transgênicos) e o símbolo do transgênico a ser impresso na embalagem. 



Entretanto, o Projeto de Lei 4.148 de 2008, que prevê a não obrigatoriedade da rotulagem de alimentos que possuem ingredientes transgênicos independente da quantidade, voltou à pauta na Câmara dos Deputados recentemente e foi aprovado nesta terça-feira (28), mas ainda deve ser votada pelo Senado. Essa aprovação pode minar o direito de todo consumidor de saber o que está comendo. Isso quer teremos o risco de comprar alimentos como óleos, bolachas, papinhas de bebê e enlatados sem saber se esses alimentos são seguros.
Portanto, diversas campanhas têm sido fomentadas na internet contra a aprovação desse projeto a fim de mobilizar a população na luta pela rotulagem dos produtos que contenham transgênicos.
É importante lembrar que, apesar desses produtos serem liberados para cultivo e comercialização no país, pouco se sabe sobre seus efeitos e potenciais malefícios! 

quinta-feira, 23 de outubro de 2014

CASA em parceria com a CASSI


Em parceria com a CASSI (Caixa de Assistência dos Funcionários do Banco do Brasil), o CASA levou aos funcionários de uma das unidades de tecnologia do Banco do Brasil diversas ações de educação alimentar e nutricional no mês de junho numa feira exclusivamente elaborada para tratar de nutrição, a Feira Nutrir Bem. Além da nossa exposição mais conhecida sobre o teor de açúcar, gordura e sódio nos alimentos, realizamos avaliação antropométrica dos funcionários, conversamos a leitura de rótulos, distribuímos materiais informativos sobre alimentação saudável e levamos também novas exposições: A primeira foi sobre opções de lanches saudáveis, mostrando diferentes mitos e verdades por trás dos tradicionais lanchinhos rápidos disponibilizados pela indústria e lanchonetes. E a segunda foi uma nova exposição que o CASA montou sobre o teor de álcool presente nas bebidas alcoólicas.


A participação do CASA foi divulgada na edição de agosto do Jornal da Cassi! Confira em:


Toda a equipe do CASA agradece aos participantes da Feira Nutrir Bem e à CASSI pela atenção e parceria!

Mas... e  você? Está cuidando da sua alimentação? Conte com o CASA para esta missão!

segunda-feira, 29 de setembro de 2014

               Nos dias 15 e 16 de setembro, o CASA esteve na Escola Nacional de Administração Pública - ENAP apresentando a exposição sobre o teor de gordura, açúcar e sódio dos alimentos. Os servidores, funcionários e alunos do local conheceram assim a composição de alimentos comuns à sua dieta e como altos teores de gordura, açúcar e sódio podem estar presentes na alimentação sem que a gente perceba... Por isso, fique de olho nos rótulos dos alimentos!