sexta-feira, 9 de setembro de 2016

Nutrição: comer bem para viver melhor

         No dia 31 de agosto é comemorado o dia do Nutricionista, profissional de saúde cujo objeto de trabalho é o alimento, auxiliando a promover, proteger a saúde e prevenir doenças. Em 1939, surgiu o primeiro curso de nutrição na Universidade de São Paulo (USP), porém nos anos de 1967 e 1991 foi reconhecido como profissão com a Lei nº 5.276 e regulamentada pela Lei nº 8.234, respectivamente. Para atuar, é necessário um diploma de graduação e estar inscrito no Conselho Regional de Nutricionistas (CRN).


         Devido ao histórico, é uma profissão recente e deve-se dar a devida importância pois, segundo a Lei nº 8.234, possui como atribuição "o  planejamento, organização, direção, supervisão e avaliação de serviços de alimentação e nutrição, dos estudos dietéticos e em cursos de graduação; além de assistência dietoterápica e educação nutricional, auditoria, consultoria e assessoria em nutrição e dietética. As principais áreas são alimentação coletiva, nutrição clínica, saúde coletiva, indústria de alimentos, em esportes e marketing.
            Apesar de estar separada em áreas, a nutrição é única, reúne desde os alimentos, nutrientes, metabolismo, propriedades físico-químicas, promoção de hábitos alimentares saudáveis, desperdício, prevenção de doenças a informações errôneas passadas pela mídia.

            Lembre-se: você é o que você come, digere, absorve e elimina. Nutrição não é moda, é hábito!

quarta-feira, 10 de agosto de 2016

Alimentação nas festas juninas e julinas





No meses de junho e julho acontecem, no Brasil, as festas  juninas e julinas. As festas juninas são, em sua essência, multiculturais, porém foram originadas para  homenagear santos populares em Portugal: a Festa de Santo Antônio, a Festa de São João e a Festa de São Pedro e São Paulo. Sendo assim, essa manifestação cultural acaba sendo uma programação para toda a família.


Fogueira, músicas alegres,  trajes típicos, bandeirinhas e decorações são algumas das características marcantes dos festejos juninos e julinos. Mas o que, com certeza, nos chama a atenção nesse período são as comidas típicas, não é verdade?




       Nas Festas Juninas, podemos ter uma variedade enorme de comidas tentadoras. Por isso mesmo, alguns cuidados com a alimentação nestes eventos podem ajudar a evitar problemas de saúde.
Nesse contexto, é importante saber que nesta época do ano é muito comum existirem casos de infecções intestinais ou intoxicações provocadas por alimentos estragados. Então, deve-se tomar muito cuidado com a procedência desses alimentos. É preciso observar as condições de higiene e limpeza dos locais onde as refeições foram preparados e onde estão sendo distribuídas, uma vez que os ingredientes típicos dessa época do ano são, em geral, perecíveis. A pamonha e a canjica, por exemplo, devem ser consumidas no mesmo dia do preparo.
Outros produtos que merecem a nossa atenção são os churrasquinhos industrializados, queijo coalho e cachorro-quente, uma vez que são produtos conhecidos pelo risco de intoxicação alimentar. Além disso, caso for consumir condimentos como maionese e ketchup, prefira em sachês individuaisHábitos saudáveis são sempre necessários e, não seria diferente nas festas juninas. É preciso atentar-se a uma alimentação saudável, fazendo as melhores escolhas onde quer que esteja.
Os alimentos juninos geralmente são muito calóricos e dependendo da quantidade ingerida, pode fazer com que você ganhe peso. Ademais, podem fazer com que aumente a quantidade de gordura e açúcar no sangue. Afinal, pé de moleque, cuscuz, arroz doce e outros quitutes são ricos em carboidratos simples, que estão correlacionados não só com o aumento de peso, mas com agravos de saúde, como diabetes mellitus tipo 2.
Quer dizer que não podemos saborear as delícias das festas juninas? Claro que não, mas tenha em mente: o equilíbrio é a melhor resposta para uma vida saudável. Caso tenha exagerado durante a festa, faça um controle maior nas refeições seguintes. Além disso é aconselhável a nunca ir nessas festas de estômago vazio, faça um lanche leve antes de sair de casa, assim vai comer menos e mais devagar também
            Ainda no contexto de escolhas saudáveis, é preciso saber que alguns alimentos juninos também são repletos de nutrientes. O amendoim, por exemplo, é um alimento nutritivo, pois contém vitamina E, que também é um composto antioxidante e sua gordura é muito importante para nós. É através dessa gordura que as vitaminas A, D, E, K são absorvidas. O amendoim é também rico em proteínas e em gorduras monoinsaturadas, que ajudam a reduzir colesterol LDL.



Além disso, podemos citar o vinho, que em pequenas quantidades pode auxiliar no combate ao estresse oxidativo, uma vez que possui flavonoides em sua composição. Pode também ajudar na regulação do colesterol HDL, o chamado bom colesterol, devido a uma substância conhecida como resveratrol.
Existe também um quitute bastante conhecido nos festejos juninos e julinos: o milho. Possui pró-vitamina A, C, folato, potássio, ferro e fibras.
Logo, aproveite os benefícios dos alimentos típicos das festas juninas e acentue nossa cultura, mas não deixe sua saúde de lado, pois essas festas ocorrem uma vez por ano, sua saúde te acompanha todos os dias. Aproveitem e boas festas!

domingo, 1 de maio de 2016

Dia mundial da Saúde e Diabetes.





        No último dia 07 de abril, foi comemorado o Dia mundial da saúde. Essa data foi criada com o objetivo de conscientização da população em relação aos vários aspectos que envolvem a saúde. Todos os anos, diferentes tipos de campanhas são realizadas com temas diretamente ligados à saúde, os quais a Organização Mundial da Saúde ache importante focar na agenda. Os assuntos debatidos durante o Dia Mundial da Saúde são levados em consideração durante o ano inteiro, por meio de diferentes atividades promovidas pelas organizações ligadas a instituição. 

        No ano de 2016, o tema é: Diabetes. Em Brasília, a Organização Pan-Americana de saúde, juntamente com a OMS (OPAS/OMS) organizaram um evento, em que houve a apresentação do primeiro relatório global sobre a doença. Na ocasião, alguns dados importantes foram mostrados e assim, o alerta sobre a gravidade da doença pode ser visto. 

        É possível ter acesso ao relatório (na versão inglês) clicando aqui. Mas caso não saiba inglês, o CASA esteve no evento e trará algumas informações pra vocês.

        Primeiro, é preciso entender um pouco sobre a doença. Existem três tipos de diabetes, o tipo 1, o tipo 2 e o diabetes gestacional. Em algumas pessoas, o sistema imunológico ataca errôneamente as células beta do pâncreas, essas células são responsáveis pela liberação de insulina, um hormônio regulador da glicose sanguínea. Então, pouca ou nenhuma insulina é liberada para o corpo, fazendo com que a glicose permaneça no sangue. Essa característica é vista na diabetes tipo 1. O tratamento para essa variedade se faz com insulina, algumas classes de medicamentos, mudança alimentar e atividade física. 

        A Diabetes tipo 2, por sua vez, ocorre quando o organismo produz a insulina, porém não consegue usá-la adequadamente, ou então não a produz em quantidades suficientes para que ela cumpra o seu papel de controle da glicemia. Essa variedade atinge cerca de 90% dos portadores de diabetes e, dependendo da gravidade, sérios riscos a saúde são vistos, como: doença cardíaca e enfarte, lesões renais, oculares e neurológicas, problemas nos pés, doenças odontológicas e disfunção sexual. 

        Já a diabetes gestacional se dá devido a mudanças hormonais que ocorrem no organismo da mulher, reduzindo a eficácia da insulina. Assim, o pâncreas aumenta a produção de insulina para compensar este quadro. 

        Diante dessas informações, a publicação da OMS alerta sobre o avanço dessa doença. De acordo com a publicação, uma em cada doze pessoas – 62 milhões – vive com diabetes nas Américas. Os dados são tão alarmantes, que se estima que, em 2040 cerca de 110 milhões de pessoas terão diabetes, caso nenhuma atitude seja tomada. 

        No contexto global, o número de portadores dessa doença quadriplicou desde o ano de 1980, alcançando um total de 422 milhões de pessoas (em 2014), especialmente em países em desenvolvimento. É muita gente, não é mesmo?

        O relatório sugere que o aumento da diabetes pode ser minimizado por meio de uma combinação de políticas fiscais, legislações, mudanças no meio ambiente e conscientização das pessoas para a necessidade de modificar os fatores de risco para a doença.

        Na ocasião, Joaquim Molina, representante da OPAS/OMS no Brasil, afirmou: “A OPAS/OMS pede aos governos e Estados dos países que garantam o acesso a medicamentos e tecnologias essenciais para a diabetes, mesmo que ainda inadequado em países de renda média e baixa, onde muitas das pessoas com diabetes vivem. No caso do Brasil, essa garantia de acesso ao atendimento da saúde é explícita através do SUS para todos seus cidadãos, e está funcionando”

        Na data do evento, o Ministério da Saúde brasileiro apresentou dados retirados da Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico de 2015, que mostra alguns dados relacionados a alimentação. O Vigitel monitora fatores de risco para doenças crônicas, atualmente responsáveis por 72% dos óbitos no país. Foram entrevistados por telefone 54 mil adultos (18 anos ou mais) que vivem nas capitais brasileiras.

        De acordo com a pesquisa, um em cada cinco brasileiros consome doces em excesso, cinco vezes ou mais na semana. Os jovens comandam esse hábito, com 28,5% da população de 18 a 24 anos que possui alimentação com excesso de açúcar. Nessa faixa etária, 30% também costumam beber refrigerantes diariamente.

        A luta contra a doença é necessária e a Nutrição tem um papel fundamental para evitarmos o seu avanço. Não nos devemos esquecer que a alimentação equilibrada e segura microbiologicamente deve ser um fator essencial em nossas vidas, e que nossa qualidade de vida deve ser colocada como prioridade. É preciso entender que a saúde é um bem valioso que devemos cuidar, para que os dados apresentados nesse evento se revertam nos próximos anos. O CASA espera que consigamos gerações futuras mais saudáveis e mais empoderadas de conhecimento sobre alimentação, saúde e bem estar. Cuide de você !

segunda-feira, 14 de março de 2016

Saúde e alimentação da Mulher!




     Todos sabem que a alimentação é um fator essencial para a saúde e bem estar. Para isso, vários fatores devem ser considerados na hora da elaboração do cardápio para atingir uma alimentação adequada: peso, altura, sexo, idade, o nível de atividade física, e claro, presença de doenças. No mês das mulheres, trataremos de um fator em específico: o sexo feminino.



     Apesar dos alimentos possuírem a mesma propriedade para todos os indivíduos, alguns benefícios podem beneficiar necessidades nutricionais especificas, em especial as mulheres.   Na adolescência, além do crescimento acelerado, as mulheres enfrentam mudanças que refletem no seu estado nutricional, como a menstruação. A fase adulta já apresenta outras mudanças, como na gravidez e na amamentação que aumentam as necessidades, e caso não haja atenção na alimentação, surgem riscos de carência de determinados nutrientes, como ferro, ácido fólico e cálcio.

    Além disso, por questões estéticas, as mulheres acabam buscando por dietas muito restritivas a fim de emagrecer.  Caso não haja um acompanhamento profissional nessa escolha, vários riscos de carências nutricionais podem estar associados.

     Sendo assim, para a busca de uma vida saudável, as mulheres devem se atentar não somente as carências nutricionais, mas a prevenção de doenças comumente ligadas a elas, como problemas cardiovasculares, alguns tipos de câncer, osteoporose e também as mudanças ocasionadas pela menopausa.

Mas como fazer isso? O equilíbrio é a resposta! Evite consumir alimentos com excesso de gordura saturada (frituras, produtos industrializados, carnes com camada espessa de gordura, sorvete, chocolate ao leite). Prefira sempre os alimentos na sua forma mais natural possível. E não se esqueça dos nutrientes de comum deficiência em mulheres, aqui vão algumas dicas para consumi-los de forma correta:

Ferro

Se atentem ao consumo de alimentos ricos em ferro, principalmente de origem animal, pois estes são melhor absorvido pelo nosso organismo. Ele pode ser encontrado nas carnes e nos produtos à base de carne, lembrando de sempre preferir os cortes magros. Porém, existem fontes vegetais, que também possuem outros nutrientes importantes como a fibra, são eles as hortaliças verdes escura, feijão branco, e amendoins. Aqui vai uma dica pra aumentar a absorção do ferro quando consumido em fontes vegetais: consuma também alimentos ricos em vitamina C, como as frutas cítricas.

Ácido fólico

Esse nutriente é essencial para um adequado desenvolvimento do tubo neural do feto, e por isso, todas as mulheres em idade fértil devem se atentar ao seu consumo. Ele é encontrado em uma ampla variedade de alimentos como as vísceras e os vegetais verdes escuros.


Cálcio

Esse nutriente é de extrema importância em várias fases da vida da mulher. Ele contribui para a mineralização óssea. Portanto, é necessário atentar ao seu consumo adequado nas fases de crescimento e desenvolvimento e também nos períodos pré e pós-menopausa. No período da menopausa, ocorrem várias mudanças hormonais que levam a uma perda óssea e, portanto, há um risco acrescido de osteoporose.  Esse nutriente é encontrado nos laticínios (leite, queijo, iogurtes) e hortaliças verdes.





Diante disso, é de extrema importância que as mulheres promovam boas praticas alimentares, seguindo uma alimentação variada, equilibrada e segura nos diferentes períodos de sua vida, para que tenha uma vida plena e para que gere outras vidas também.

O CASA deseja a todas as  mulheres uma vida cheia de saúde e felicidades. 

terça-feira, 8 de março de 2016

EDITAL DE SELEÇÃO DE ALUNOS EXTENSIONISTAS 1/2016

O Centro de Alimentação Saudável – CASA é um projeto de extensão de ação contínua, desenvolvido na Universidade de Brasília desde 2004. O CASA promove atividades junto à comunidade como cursos, palestras, feiras e exposições, que visam à promoção da alimentação saudável.
As atividades externas do CASA são desenvolvidas por alunos extensionistas, sob a supervisão das professoras responsáveis pelo projeto. Cada aluno extensionista recebe 4 créditos por sua atuação no CASA a cada semestre. Há possibilidade de algumas bolsas para os alunos do CASA, mas alguns atuarão como voluntários.
No período de 04 a 13/03/2016, o CASA receberá inscrições para o processo seletivo de novos alunos extensionistas, desenvolvendo atividades de promoção de alimentação saudável e participando de discussões sobre os temas trabalhados em reuniões periódicas com a equipe.
Para se inscrever no processo seletivo, o aluno deverá atender aos seguintes critérios:
1)  ser aluno do curso de graduação em Nutrição da UnB que esteja cursando o 3º semestre ou superior;
2)  ter, no mínimo, dois turnos disponíveis para as atividades do CASA ao longo de todo o semestre (cada turno corresponde a uma manhã inteira ou uma tarde inteira);
3)   ter disponibilidade para eventuais reuniões na hora do almoço ou após às 18:00.
Para realizar sua inscrição, deve ser enviado um e-mail para natachatoral@hotmail.com, com cópia para raquelbabotelho@gmail.com, colocando no campo Assunto “seleção do CASA”, com as informações:
1)  nome completo;
2)  telefones de contato;
3)  descrição de todos os horários semanais que poderiam ser dedicados ao CASA;
4)  histórico da graduação com IRA (anexar no e-mail);
5)  informar se tem interesse em bolsa ou na atuação como voluntário.
Após o recebimento do e-mail, o CASA poderá agendar entrevista com o aluno candidato e posteriormente será divulgado o resultado da seleção.
Em caso de necessidade de esclarecimentos adicionais, entrar em contato pelo e-mail: natachatoral@hotmail.com.
Profas. Natacha Toral e Raquel Botelho

coordenadoras do CASA

sexta-feira, 27 de novembro de 2015

Aprendendo sobre rotulagem: Lista de Ingredientes

           É comum chegar ao supermercado e diante de tantas opções diferentes não saber escolher, não é mesmo? Por isso, é essencial saber ler os rótulos, para ter certeza do que você está consumindo e assim fazer a escolha mais adequada!


Ao escolher um produto, é preciso consultar outros aspectos além do seu preço e prazo de validade. Uma informação muito importante dos rótulos é a Lista de Ingredientes, que, como o próprio nome diz, nos informa sobre os ingredientes presentes no produto.

A ordem em que esses ingredientes aparecem na lista nos diz quais estão presentes em maior e menor quantidade, pois eles devem aparecer listados em ordem DECRESCENTE, ou seja, o primeiro ingrediente nesta lista está presente em maior quantidade e o último, em menor quantidade. Por exemplo, num molho de tomate, você pode encontrar uma lista de ingredientes assim:

Ingredientes: tomate, açúcar, azeitona, sal, cebola, alho, azeite de oliva e salsinha.

Isso quer dizer que o ingrediente que aparece em maior quantidade nesse produto é o tomate. Lógico, né? Nem sempre! Essa informação pode ajudar muito na hora de fazer escolhas saudáveis. Veja a lista de ingredientes de um determinado biscoito que tem no mercado:

Ingredientes: Açúcar mascavo, Farinha de trigo integral, farinha de trigo enriquecida com ferro e ácido fólico, aveia em flocos, gordura de palma, fécula de mandioca, fibra alimentar (polidextrose), mel, sal com teor reduzido de sódio, agentes de crescimento (bicarbonato de amônio, pirofosfato ácido de sódio e bicarbonato de sódio), aromatizante, estabilizante éster de ácido tartárico diacetilado com mono e diglicerídeos e acidulante ácido cítrico.

No exemplo acima, temos dois problemas. Primeiro, tem mais açúcar que farinha num biscoito! Não era para ser assim, concorda? E isso acontece com muitos produtos à venda por aí, fique sempre de olho... É preciso também ter muito cuidado com os alimentos que se dizem integrais, mas o primeiro ingrediente não é integral, e sim refinado. A jornalista Francine Lima do canal do Youtube “Do campo à mesa” fez um vídeo explicando bem essa situação, vale a pena conferir!

O outro problema do biscoito que apresentamos é o tamanho da lista. Percebeu que o número de ingredientes é enorme e ainda tem vários itens complicados até para ler? Esse é um exemplo de um alimento ultraprocessado, o qual deve ser evitados na nossa alimentação! Para ter uma dieta saudável, a base da nossa alimentação devem ser os produtos in natura, ou seja, os que não sofrem alteração depois de deixar a natureza, e os minimamente processados, que passam por processamentos mínimos, como limpeza, e não são agregadas outras substâncias. Essas são as recomendações atuais apresentadas no Guia Alimentar para a População Brasileira.

E quando o produto não tem lista de ingredientes?! Neste caso, é um alimento com ingrediente único, e por isso não precisa apresentar no seu rótulo a lista de ingredientes. Alguns exemplos dessa situação são: açúcar, café, vinagre, entre outros.

E então? Vamos prestar mais atenção no que estamos escolhendo para colocar dentro do nosso corpo? Fica a dica!

sábado, 21 de novembro de 2015

Intestino: nosso segundo cérebro!

            Sabemos que o cérebro é o órgão responsável pelo controle de quase todas as atividades vitais, das emoções, fome, sono, sede, e além disso interpreta os sinais enviados pelo corpo. Mas e o intestino, por que seria o nosso "segundo" cérebro?


            O intestino é um órgão do trato gastrointestinal dividido em duas partes: delgado e grosso. O intestino delgado possui cerca de 5 metros, é responsável pela absorção de nutrientes como vitamina A, vitamina B12, ácido fólico, cálcio, zinco, glicose, lactose, aminoácidos, ácidos graxos, entre muitos outros. Já o intestino grosso possui entre 100 e 150 cm, onde há absorção final de água, vitamina K, eliminação de eletrólitos (sódio, cloro) e fibras, fermentação bacteriana, e formação das fezes.
            Milhões de bactérias vivem no nosso intestino e convivem de maneira equilibrada, auxiliam na formação das fezes, absorção de nutrientes, fermentação de alimentos, e fortalecimento da imunidade. Todas essas funções são conduzidas para prevenir o surgimento de doenças e manter o bem-estar.
            Quando nossos hábitos de vida são saudáveis, combinando uma atividade física regular com uma alimentação balanceada, variada, harmônica, com níveis reduzidos de estresse e sem vícios como uso abusivo de álcool e tabagismo, o intestino realiza suas funções corretamente e proporciona um estado de equilíbrio, que se reflete essencialmente numa boa saúde.
            Mas a pergunta permanece: por que o intestino seria o nosso segundo cérebro?  Existem células nervosas, semelhantes àquelas localizadas no cérebro que formam o sistema nervoso entérico e estão conectadas com os sentimentos de prazer, medo, angústia. O sistema entérico é constituído por uma rede complexa de estruturas e inervações do trato gastrointestinal, desde o esôfago ao ânus. Também, o intestino libera substâncias como a serotonina, o hormônio do bem-estar na presença de uma alimentação saudável, promove o peristaltismo, secreção de sucos digestivos, fortalece o sistema imunológico pelos micro-organismos, absorção de nutrientes. Assim ele também comanda várias atividades no organismo e o não desenvolvimento adequado traz prejuízos à saúde e ao bem-estar.